36º Congresso do PSD – Intervenção do Presidente da Distrital do Porto

Caras e Caros Companheiros,

Venho aqui falar do nosso futuro como Partido, consciente da nossa história, dos nossos valores e princípios e que sempre orientaram a nossa ação política, independentemente da liderança.

Os portugueses conhecem-nos!

Não somos só um partido grande, Somos também um grande Partido!

Não somos um Partido de direita, nem um partido liberal ou neoliberal.

Somos um Partido Social Democrata. Não aceitamos rótulos daquilo que não somos! Somos Sociais Democratas, sempre!

Não aceitaremos qualquer deriva à direita da nossa ideologia!

Somos o Partido que protagonizou o descolar coletivo da ideologia marxista e estatizada, no início da década de 80.

Somos o Partido que protagonizou a década de maior desenvolvimento económico, desde o 25 de Abril, entre 85 e 95…e somos o Partido que salvou recentemente Portugal da Bancarrota.

Os portugueses conhecem-nos.

Somos um Partido sério, confiável, cujos dirigentes nunca desistiram ou bateram a porta, só porque a conjuntura era difícil.

Somos um grande Partido, que não precisa fazer provas de vida, e que não tenta parecer aquilo que não é.

Somos um Partido genuíno, que acredita em Portugal e nos Portugueses, e na sua capacidade de superação.

Somos um Partido, temos que ser um Partido, que acredita nos jovens e nos menos jovens, que não faz distinções entre gerações, entre ricos e pobres, somos um verdadeiro partido interclassista.

Somos um Partido capaz, de pessoas capazes, verdadeiramente sérias e competentes, e que por isso não precisa de gritar esses valores bem alto.

Somos um Partido confiável, e por sermos confiáveis é que os portugueses sempre viram no PSD, um partido responsável, que defende a estabilidade das instituições, no Governo ou na oposição.

Nunca fomos, não somos, nem nunca seremos, um partido com valores pequenos.

Somos um Partido que não acredita em Sebastanismos: nem direita nem de esquerda.

Que não acredita em populismos fáceis.

Acredita sim, no trabalho, no trabalho como fator chave do sucesso!

Respeitamos sempre a vontade dos portugueses, e por isso temos a moralidade de dizer, que os portugueses podem sempre contar connosco.

Temos que afirmar sem falsas modéstias que os valores do PSD são a esperança dos portugueses!

Mas também, temos que ter consciência, que só voltaremos a ganhar eleições, com propostas para o futuro.

O nosso discurso politico, não se pode resumir à divida e ao deficit.

Porque o projeto politico para Portugal tem que ir muito para além do controle da divida e da redução do deficit.

Temos que demonstrar aos portugueses, que não somos o Partido da austeridade, mas sim o Partido da prosperidade.

E temos que ter a capacidade de provar aos portugueses que a austeridade passada, foi uma necessidade imperiosa, e não uma opção ideológica, como alguns querem fazer crer! E isso faz-se com politica, com politica positiva, com politica verdadeira, de proximidade, não com tecnocracia fria e distante.

Temos que dizer aos portugueses, que o nosso projeto politico para o país, é ambicioso, é positivamente ambicioso!

Temos que dizer aos portugueses que não queremos um país anémico economicamente, com as suas gentes desmotivadas ou descrentes no seu

futuro, onde pareça existir uma luta entre gerações, ou distinções entre cidadãos.

Temos que dizer aos portugueses que queremos um país onde seja possível sonhar, e mais do que sonhar, queremos um país em que seja possível concretizar sonhos!

Eu acredito que isto é possível.

Acredito que isto é possível e por isso não estou disposto a abdicar dessa ambição positiva, realista e responsável para o nosso país. E por isso,

- Não estou disposto a abdicar de ter um país mais justo e equitativo, que ofereça oportunidades a todos, sem exceção, e que dessa forma evite que jovens e menos jovens sejam obrigados a emigrar. Antes pelo contrário, queremos que fiquem no seu país, no nosso país, a criar riqueza e desenvolvimento.

- Não estou disposto a abdicar de um país mais coeso social e territorialmente; E nada disso é incompatível com um tratamento igualitário entre regiões, entre funcionários públicos e privados, entre reformados, pensionistas e trabalhadores no ativo, entre empregadores e empregados.

- Não estou disponível para abdicar de ter no nosso país um Estado Social forte: mas forte, tanto no presente, como no futuro; E nada disso éincompatível também, com um sistema de pensões e um sistema nacional de saúde público e eficiente.

- Não estou disponível para abdicar de ter um país com crescimento económico saudável, em que se premeia o empreendorismo e a inovação;E isso não é incompatível com a valorização do fator trabalho e dos direitos dos trabalhadores.

- Não quero abdicar de ter um Estado forte e regulador, ao invés de um Estado intervencionista; E isso não é incompatível com a existência de empresas públicas ou de capital público, em setores estratégicos para o país, como são exemplos a banca ou o setor das águas.

Abdico sim, de um país rendido, rendido ao poderio económico, quer interno quer externo. E por isso impõe-se uma voz forte e independente, na defesa do interesse público contra interesses privados ou estrangeiros.

Abdico sim de ter um país intervencionado, por entidades financeiras externas, que nos retire independência.

Abdico sim, de um país cujas politicas, não coloquem sempre em primeiro lugar a pessoa! E por isso recuso politicas que não tenham a marca d’água humanista e personalista, que estão na génese do PSD.

E é por isso que acredito em todos nós, é por isso que acredito em

Portugal, é por isso que acredito no PSD, e é por isso, que rapidamente os portugueses voltarão a acreditar no PSD para liderar o Governo de Portugal!

Viva o PSD!

Viva Portugal!

Virgílio Macedo

Presidente da Distrital do PSD do Porto