Acordo Governo/ TAP não é transparente

 

Porto, 14 de fevereiro de 2016 – A Concelhia, a Distrital e a Vereação da Câmara do Porto do PSD do Porto lamenta a falta de transparência como o Governo está a efetuar a recompra de 11% da TAP. A realização deste negócio, à revelia dos portugueses e a ocultação dos seus contornos, demonstra a má consciência que o Governo tem neste obscuro processo.

O desconforto do Governo é tal relativamente à eventual avaliação que os portugueses possam fazer dos termos deste negócio, que tem-se sistematicamente recusado a divulgar de forma clara e transparente todos os seus pormenores, escusado mesmo em sede da Assembleia da República.

O PSD do Porto exige ao Governo respeito pelos portugueses, e em nome da transparência de processos que hoje se exige, insta a divulgação de todos os contratos assinados pelo Governo, nomeadamente o acordo parassocial subscrito. Seria gravíssimo e de uma irresponsabilidade inqualificável, que o Estado avançasse para uma aquisição nos termos que já são públicos sem existir o devido acordo parassocial. Inclusivamente o Ministro do Planeamento e das Infraestruturas anuiu de forma envergonhada à existência desse acordo, embora não o divulgando.

Para a Região Norte, a divulgação dos termos totais desse acordo é extremamente relevante. Se a uma empresa privada, com risco de negócio privado, em que não exista o envolvimento de qualquer dinheiro dos contribuintes é lícito fazer as opções estratégicas que julgas as mais adequadas, quando existe investimento de dinheiro público, torna-se obrigatório a salvaguarda do interesse público do negócio.

Preocupa-nos o adiamento da reunião que esteve prevista para amanhã, entre membros da comissão executiva da TAP e o conselho metropolitano do Porto. Este é mais um sinal da desconsideração da empresa para com a região, com a cumplicidade do Governo.

Estranhamos o silêncio ruidoso da Federação Socialista do PS e do seu candidato à Presidência e Vereador da Câmara do Porto, Dr. Manuel Pizarro. Embora tente fugir a esta matéria, o Dr. Manuel Pizarro tem que dizer claramente se concorda com o Senhor Presidente da Câmara do Porto, ou se concorda com o Governo. Ambas as coisas é que não é possível.

É a salvaguarda do interesse público que o PSD do Porto questiona:

Como é que o interesse público foi salvaguardado?

Sabemos que este capricho do PS e do Dr. António Costa de deter 50% da TAP, mais a possibilidade de nomear 6 administradores para o Conselho de Administração vai custar aos contribuintes 31,9 milhões de euros. E quanto é que vai custar no futuro, este negócio, onde pelos vistos o Estado aceita investir dinheiro público e não ter nem direitos económicos nem direitos de gestão na mesma proporção?

Nesta drenagem de passageiros do aeroporto do Porto para Lisboa parece-nos evidente a intenção final: fazer crescer de forma artificial o número de passageiros na Portela, para justificar a construção de um segundo aeroporto em Lisboa e de uma terceira travessia sobre o Tejo, e a reboque construir de igual forma um novo Porto de águas profundas no barreiro

 A governação socialista no seu melhor!

Assim, iremos promover, junto de todas os municípios do distrito do Porto, a aprovação de uma proposta de recomendação que una o distrito em torno desta problemática, independente da cor política desse município.

Este é, pelo que podemos constatar, mais um negócio duvidoso, de um governo manhoso! Neste Governo tudo é esquisito, atípico e anormal.

 Como o Povo diz, o que nasce torto, tarde ou nunca se indireta, e está visto e comprovado que, este Governo nunca se vai endireitar.