42.º Aniversário do PSD – Intervenção do Presidente da Distrital do Porto

Caras e Caros Companheiros,

É com enorme prazer que a distrital do Porto acolhe as comemorações do 42o aniversário do nosso Partido.
Todos os aniversários são inevitavelmente diferentes e também são tempos sempre de olhar para o passado, mas sobretudo e muito mais importante projetar o futuro.
Passaram 42 anos da nossa fundação.

Podemos dizer que foram 42 anos de vitórias, sim vitórias porque mesmo quando conjunturalmente não tivemos sucesso eleitoral, tivemos sempre o triunfo de termos sido fiéis à nossa ideologia.

Foram 42 anos ao serviço de Portugal e dos portugueses, sempre com um único objetivo: tornar a nossa sociedade, mais justa, mais equitativa, mais inclusiva, mais solidária, mais desenvolvida, no sentido lato da palavra, enfim, mais progressista e mais democrata.

Participamos e fomos o elo fundamental em todos os grandes momentos da nossa democracia, desde o 25 de abril de 1974.Fomos a força motriz que arrancou o nosso país de ideologias totalitárias de esquerda, fruto da convulsão da revolução de Abril.

Fomos um Partido fortemente empenhado na adesão à então CEE, e desde aí continuamos comprometidos com a construção do projeto europeu.

Fomos o Partido que com a sua atitude irreverentemente reformista, mais contribuiu para a modernização e o desenvolvimento sustentado da economia e da sociedade Portuguesa.

E mais recentemente, – e é sempre bom lembrar o que muitos agora insistem em esquecer, – retiramos Portugal do abismo financeiro que o PS nos deixou em Junho de 2011, retiramos Portugal de uma situação de emergência nacional que nos obrigou a pedir ajuda financeira internacional, e que condicionou todas as escolhas do Governo de Coligação.

Eles agora querem esquecer-se disso, eles até agora vão em procissão ao túnel do Marão, mas nós não nos esquecemos que no dia 3 de Maio de 2011 o então Primeiro Ministro anunciou aos portugueses um bom acordo para Portugal.

O tal bom acordo que passaram 4 anos a renegar e, foi o PSD, contra tudo e contra todos – sobretudo contra esses – o aplicou e assim resgatou Portugal da situação de emergência e o devolveu à normalidade. Essa normalidade que lhes permite que governem hoje com a folga irresponsável e populista e com a fanfarronice que já conhecemos.

Hoje nestes 42 anos Celebramos isso. Celebramos Portugal e o sentido de responsabilidade do PSD ao serviço de todos os Portugueses. Celebramos a nossa história, que é marcadamente reformista e progressista. E é por isso que nunca tivemos e não temos nem medo nem receio da avaliação que possa ser feita pelos portugueses da nossa ação política. Tal qual aconteceu no passado dia 4 de Outubro!!

Nunca colocamos os pequenos interesses do nosso Partido à frente do interesse de Portugal e dos portugueses, mesmo que isso nos provocasse eventuais dissabores eleitorais. Pois, acima de tudo sempre esteve, está e estará Portugal!

Mas vencemos sempre, vencemos mesmo quando perdemos eleições, porque só perde quem desiste, só perde quem aliena os seus valores, só perde quem desbarata a sua seriedade e credibilidade.

E hoje isto é tão claro e tão evidente no seio do nosso quadro parlamentar.

Nós nunca o fizemos, e por isso podemos afirmar com segurança que foram 42 anos de vitórias.

Mas, mais importante que o passado é o futuro, e o futuro, o nosso futuro como partido político, com o sonho permanente de construir um futuro coletivo melhor.

O futuro, o futuro num partido politico, é todos os dias.

Todos os dias temos que estar disponíveis, empenhados, focalizados em defender os nossos ideais de sociedade e de desenvolvimento.

Todos os dias temos que estar disponíveis para enfrentar obstáculos, dificuldades, incompreensões, e muitas meias verdades e inverdades vindas daqueles que julgam que o populismo fácil é a chave para o poder.

No PSD, sabemos bem, e não aceitamos lições de ninguém, do que é ser responsável e sério, na defesa do bem comum.
Independentemente de estarmos no Governo ou na oposição, as nossas convicções, os nossos ideais, são sempre os mesmos.

Não somos daqueles que procuram a complacência das palavras fáceis, ou das mensagens desejadas pelos recetores, para procurar popularidade imediata e barata, que todos sabemos que tem vida útil muito limitada.
É por isso que o PSD sempre foi um porto seguro para os portugueses. É aqui que está o porto seguro dos portugueses.

Sempre que a conjuntura se degradou, sempre que estivemos à beira do precipício, quer ideológico quer económico, o PSD sempre foi a esperança dos portugueses.
E agora, nesta conjuntura atípica, é igual.
Basta andar nas ruas, nos transportes públicos, falar com as pessoas, para termos a perceção que este sentimento para com o PSD mantém-se, e que claramente o povo sente que algo não bate certo na atual conjuntura política.

Não sabe o que é, não consegue explicar o quê, tem esperança que as ilusões que lhe vendem todos os dias se concretizem, que sejam mesmo verdade, mas, no seu intimo, sente que algo não bate certo.
Mas, não vale a pena termos razão antes do tempo. Agora é o tempo das ilusões, e é o tempo de deixar governar aqueles que julgam ter encontrado numa velha receita, uma nova forma de governar.
E por isso, caras e caros companheiros, este é o tempo de nos prepararmos.
Prepararmo-nos para os desafios futuros, sejam quais forem.
Aqui no PSD temos ideias muito claras sobre os desafios que enfrentamos.
Não vale a pena esquecê-los, adiar a sua resolução ou simplesmente agir como se eles não existissem, pois os mesmos não desaparecem por mágica. Temos que enfrentá-los e resolvê-los.
Permitam-me realçar aqueles que julgo os mais prementes e que necessitam de um diálogo alargado a todas as forças políticas democráticas.
É o caso da sustentabilidade do nosso sistema de segurança social, para a qual o PSD tem recorrentemente alertado.

Mas também é o caso da nossa fraca natalidade, com os problemas demográficos subsequentes, que provoca na nossa sociedade.
Estes dois enormes desafios nada têm de ideológico, e exigem um amplo consenso político para a implementação de medidas que os mitiguem.

Mas existem ainda outros grandes desafios, esses sim, mais de carácter ideológico.
No que respeita à educação, o futuro passa por obrigatoriamente uma aposta forte, consensual e estável na educação e na qualificação das pessoas.
Mas, o que assistimos hoje, é um sequestro ideológico que põe em causa a escola, os alunos e não promove o ensino e a qualificação, que é instrumento motor de que Portugal precisa para os desafios do Futuro.

Permitam-me ainda referir outra grande desafio que a nossa democracia hoje vive: a credibilidade e a perçepção que a sociedade e os seus cidadãos têm do nosso sistema político.

Mesmo na oposição, não tivemos medo de nesta semana apresentar um pacote legislativo sobre ‘transparência’, que propõe alterações em matérias como o Estatuto dos Deputados, o regime de incompatibilidades e o controlo da riqueza dos titulares dos órgãos públicos.

Da oposição, agora no governo, esperamos sobre estas matérias, que a sua prática seja compatível com a sua retórica. Vamos assim ter a oportunidade de constatar se sobre estas matérias os pseudo-paludinos da transparência não se ficam só pelas palavras ocas, mas que venham ao debate, e tenham coragem de ser consequentes.

Termino, caras e caros companheiros, com o desejo que o inevitável encontro com o futuro, não traga mais e enormes dificuldades no caminho dos portugueses, porque eles não merecem.

Os portugueses não merecem, e permitam-me também dizer de uma forma pragmática, que nós no PSD também não merecemos andar sempre a corrigir os erros e as irresponsabilidades dos outros.

Estou certo que estes 42 anos constituíram um contributo ímpar para Portugal…..mas estou ainda mais certo que o Portugal que todos ambicionamos, bem como todos os Portugueses, continuarão a precisar muito no futuro, do contributo do PSD!!

Viva o PSD!
Viva Portugal!

Virgílio Macedo
Presidente da Distrital do PSD do Porto