PSD do Porto criticou hoje a “manifesta falta de investimento estratégico” da TAP no aeroporto do Porto

Porto, 02 fev (Lusa) – A distrital do PSD do Porto criticou hoje a “manifesta falta de investimento estratégico” da TAP no aeroporto do Porto e desafiou o Governo a apresentar um plano de desenvolvimento e crescimento daquela infraestrutura.

“O PSD/Porto manifesta a sua adesão e apoio às posições recentemente tornadas públicas por diversas personalidades e instituições quanto à erosão que, de forma gratuita e premeditada, tem vindo a ser levada a cabo quanto à capacidade de oferta de serviços na região Norte e do aeroporto Francisco Sá Carneiro, em particular”, escreve a distrital em comunicado.

Para os sociais-democratas, há uma “escalada de desrespeito, dirigido e focalizado, para com a região e o distrito do Porto em matéria de transportes e acessibilidades”, visível na “incoerência da política de preços da TAP” e na “sua manifesta falta de investimento estratégico no seguindo maior aeroporto nacional”.

Segundo o PSD, falta a TAP explicar quais as políticas que levam a que “Lisboa tenha preços mais acessíveis por via do efeito de escala, e Vigo tenha preços mais acessíveis pelo motivo inverso”.

A isto acresce o “ensurdecedor silêncio do Governo (incluindo na ótica acionista)” que deve ser “quebrado urgentemente” para contrariar o “maior isolamento e empobrecimento estrutural da região” que podem surgir como consequência “no médio e longo prazo”.

É por isso mesmo que o partido desafia o Governo “a apresentar um Plano Estratégico de Desenvolvimento/Crescimento dos aeroportos de Lisboa e do Porto, clarificando, nomeadamente, quais as métricas de crescimento, o investimento associado, os resultados esperados e o impacto socioeconómico”.

“As medidas avulsas – e, no presente caso, reconhecidamente discricionárias – devem passar a ser inseridas em quadros estruturais de desenvolvimento para que os portugueses, as empresas e as instituições possam compreender a lógica de quem decide”, defendem, sublinhando que a do interesse público e da coesão territorial “não se compadece com critérios opacos, interesses difusos ou amiguismos políticos”.

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Notícia publicada na agência LUSA a 02.02.2017.