PSD/Porto diz que novo hospital de Amarante usa apenas um terço da capacidade

Amarante, Porto, 01 out (Lusa) – O presidente da distrital do Porto do PSD, Alberto Machado, criticou hoje o facto de o Hospital de Amarante, que custou 40 milhões de euros, funcionar apenas com um terço da sua capacidade, responsabilizando o Governo pela situação.

Em declarações à Lusa depois de hoje ter participado numa visita às instalações daquele equipamento integrado no Centro Hospital do Tâmega e Sousa (CHTS), acompanhado de cinco deputados eleitos pelo Porto, o dirigente social-democrata falou de “um hospital subaproveitado, com corredores e gabinetes vazios e poucos doentes”.

“Esta visita foi muito esclarecedora”, comentou, num tom crítico.

Alberto Machado disse que os deputados foram recebidos pela administração do CHTS, tendo sido informados que dois terços do edifício estão vazios.

Para o líder do PSD distrital, que se fez também acompanhar na visita do presidente da Câmara de Amarante, José Luís Gaspar, não se entende aquela situação, em contraste com “a sobrelotação e doentes nos corredores” do Hospital Padre Américo, em Penafiel, do mesmo o centro hospitalar.

Apelou ainda ao Governo para que opere “um reajuste funcional” e procure um maior equilíbrio no funcionamento dois polos do CHTS, recordando que o hospital de Amarante, nas antigas instalações, chegou a ter 500 profissionais e agora tem apenas 200.

“O velho hospital tinha mais eficiência”, lamentou.

Para o dirigente, o que se passa em Amarante é “anacrónico” e algo que “merece alguma reflexão”, responsabilizando o Governo pelo que se está a passar no hospital de Amarante.

Os deputados do PSD vão suscitar a questão junto do ministro da Saúde, prometeu.

APM // LIL

Lusa, 01.10.2018