Virgílio Macedo assume não querer que o Porto seja “uma nova Lisboa centralista”

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Porto, 3 de novembro de 2014 –
 A Distrital do PSD do Porto deu início sexta-feira, 31 de outubro, a um ciclo de debates públicos temáticos com o intuito de elaborar o Programa Eleitoral Distrital do PSD do Distrito do Porto, para as Eleições Legislativas de 2015.

Em Amarante, perante um auditório cheio, Virgílio Macedo, deputado à Assembleia da República e Presidente da Distrital do PSD/ Porto sublinhou ter sido “um ponto de honra” que a primeira sessão temática, sobre o tema Desenvolvimento e Coesão Territorial, de um futuro programa eleitoral distrital decorresse no interior do país.

“Chamem-lhe descentralização, regionalização ou não lhe chamem nada, mas não podemos continuar a ter um país inclinado para o litoral, e o litoral inclinado para Lisboa e Vale do Tejo. Isso é péssimo para a economia do país”, referiu convictamente na sua intervenção de encerramento.

Na iniciativa, que contou com a análise do deputado e professor universitário, Luis Ramos, e do presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR –N) e professor universitário, Emídio Gomes, o Norte de Portugal foi defendido como sendo a região mais capacitada no processo de recuperação da economia portuguesa. “É a região que mais contribui para o equilíbrio da nossa balança de transações correntes. Esta é uma região de empresários, comerciantes e industriais, que estão habituados a gastar menos do que ganham para sobrar dinheiro para investirem e para pouparem”, defendeu Virgílio Macedo.

No que se refere ao processo de descentralização/ regionalização, o presidente da distrital do Porto afirma não querer que “o Porto seja nova Lisboa centralista”. Esclarece, considerando que “o Porto pode ser a locomotiva económica de toda uma região, mas uma locomotiva que puxa e faz andar à mesma velocidade todos os outros concelhos da região”.

Relativamente às medidas pragmáticas de combate à desertificação do território, Virgílio Macedo sublinhou acreditar que “desta vez existem essas medidas” expressando motivação para que o relatório sobre os Territórios de baixa densidade/territórios de elevada potencialidade, elaborado pelo PSD, “não seja mais um relatório repleto de frases comuns e inconsequentes.”

Referiu ainda não aceitar que “a região seja descriminada negativamente” considerando o acto como “imoral e irracional economicamente”.Concluiu não “haver necessidade” de “chegarmos ao dia em que as populações vão dizer um basta!”.

A Pessoa no Centro da Decisão Política marca a matriz do Programa Eleitoral Distrital do PSD do Porto para as eleições legislativas do próxima ano. O ciclo de debates, com contributos para a sua elaboração, continuará até abril de 2015.